Que tipo de submissa é você, afinal?

(Capítulo 7 de ‘The New Bottoming Book”, por Dossie Easton e Janet W. Hardy. Tradução livre. Clique aqui para ver o original.)

Digamos que você está lendo isto por que algo em sua vida – uma fantasia, uma experiência, um parceiro que deseja experimentar – levou você a um desejo de experimentar a submissão.

Mas o que exatamente isso quer dizer? Existem tantas formas de submissão quanto existem pessoas diferentes. Uma experiência que pode ser intensa, profunda e altamente erótica para você pode não surtir nenhuma reação em outras pessoas, e vice-versa. Então, antes de começar a exploração da sua submissão, é uma boa ideia tentar compreender o que submissão é, ou pode ser, para você.

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O Prazer da Dor

Descubra por que um em cada 10 de nós aprecia BDSM.

“Amarre meus tornozelos com sua corda de algodão branca para que eu não possa andar. Amarre meus pulsos para que eu não possa te afastar. Coloque-me na cama e aperte mais a sua corda em volta da minha pele para que ela prenda a minha carne. Agora eu sei que resistir é inútil, que eu devo deitar aqui e me submeter à sua boca e língua e dentes, suas mãos e palavras e vontades. Eu existo apenas como seu objeto. Exposta.”

De cada 10 pessoas que leem estas palavras, uma ou mais já experimentou com sadomasoquismo (S & M), cuja popularidade é maior entre pessoas com bom nível de instrução, de classe média e média-alta, de acordo com psicólogos e etnógrafos que estudaram o fenômeno. Continue lendo

Etiqueta básica na Masmorra

O BDSM é um fenômeno mundial, e nos locais em que estilos de vida ‘desviantes’ encontram porto seguro, comunidades se formam em volta da ampla gama de práticas que a sigla compreende. Estas comunidades encontram liberdade para vivenciar e compartilhar suas fantasias em espaços particulares especialmente preparados e equipados para este fim. A estes espaços dá-se o carinhoso nome de Masmorra (do inglês Dungeon).

No Brasil, ainda são poucos os espaços em que o BDSM encontra morada permanente. A isto somada a ocorrência apenas esporádica de eventos temáticos (com maior frequência centrados na região sudeste do país), temos um cenário em que estas comunidades veem-se limitadas a interações online, ou em festas particulares que não são necessariamente inclusivas para iniciantes no meio.

Sendo assim, quando surgir aquele convite irrecusável para um destes eventos, é importante fazer bonito. O BDSM subverte e reinventa uma infinidade de costumes e normas sociais, então pode ser confuso definir o que de fato é esperado de nós, e o que é considerado educado. Daí a importância destas regras básicas, que mesmo não se desviando tanto do senso comum, apenas somam ao serem reiteradas. Continue lendo

Lista de Negociação D/s e BDSM

A negociação fluída e o diálogo intenso são quesitos  fundamentais para uma relação BDSM salutar e engrandecedora. Para auxiliar neste processo, é útil ter em mãos uma referência extensa de técnicas possíveis, para que nenhuma tara em potencial fique de fora.

A lista à seguir foi traduzida e adaptada à partir de um modelo que existe desde a década de 70, cujo autor original disponibiliza em seu formato original neste site.

O preenchimento destas informações facilita a identificação de limites, e a negociação de lugares-comuns para a atividade. Dominantes podem desejar questionar sobre cada item da lista, para obter uma melhor compreensão de seus interesses específicos, e será útil tê-la a mão como referência.

A título de conveniência, a lista pode ser preenchida em um computador, utilizando o programa Acrobat Reader.

Para fazer o download da lista, clique aqui.

Submissa: Um manifesto pessoal

Por Madison Young

Eu sou mãe. Eu sou submissa. Eu sou feminista. Eu me debato com estas palavras, me encontrando na maior dinâmica de poder da minha vida com um bebê de três meses que dorme no meu colo enquanto me curvo sobre o laptop. Ela é uma dominante exigente e eu sou feliz em servi-la, focando minha energia em atender a todas as suas necessidades. Eu deixo o resto do mundo se esvair enquanto ela mama em meu seio. Existe um senso de liberdade nessa experiência, e eu me sinto inteira e completa nesta troca de energia. Continue lendo